terça-feira, 28 de abril de 2020

A minha biblioteca vínica (III) : os livros do José António Salvador (2ª parte)

continuando...

4.Portugal Vinhos Cultura e Tradição (Círculo de Leitores, 2006)
Esta última referência dos livros publicados pelo José A. Salvador é, a meu ver, uma obra monumental e a mais importante, publicada em Portugal sobre as regiões, os produtores, os vinhos, as castas e as gentes deste país vinícola. São nada menos que 1494 páginas!
Segundo o seu autor, "(...) Desdobrada em 6 volumes, esta obra comporta informação actualizada sobre os aspectos genéricos de cada região e sobre os mais relevantes produtores portugueses de vinho. Para além da visão pessoal do autor, procuramos fornecer a informação oficial de cada região, com o respectivo regulamento, rotas oficiais de vinho, confrarias e outros elementos institucionais (...)".

.1º volume (224 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos da Região dos Vinhos Verdes"
Este 1º volume inicia-se com um pouco de história, dos fenícios ao século XXI, e continua pelas castas obrigatórias e autorizadas, e, ainda, as rotas do enoturismo.
A 1ª rota é a do vale do Alvarinho, contemplando a Quinta do Soalheiro, Dona Paterna, Quinta do Regueiro, Adega Cooperativa de Monção, Palácio da Brejoeira, Quinta de Alderiz e Provam.
Segue-se a rota do Rio Lima (Quinta do Ameal) e outras menos emblemáticas.

.2º volume (271 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos do Porto, do Douro e de Trás-os-Montes"
Depois de uma curta introdução, onde o autor refere "Tenho para mim que o Douro é a mais fascinante e a mais bela região vitivinícola do Mundo", continua com a definição das 3 sub-regiões do Douro (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior) e das 5 castas rainhas (Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Roriz).
Segue depois pelas quintas, produtores e enólogos, destacando no Vinho do Porto a Real Companhia Velha, Quinta do Noval, Taylor's , Fonseca, Symington, João Nicolau de Almeida e Dirk Niepoort, entre outros.
Nos vinhos do Douro, destaque para os Lavradores de Feitoria, Barca Velha, Douro Boys, Qtª Vallado, Qtª Crasto, Qtª La Rosa e Qtª Vale Meão. Finalmente, nos vinhos de Trás-os-Montes o acento tónico é no Valle Pradinhos.

.3º volume (256 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos Regional Beiras, do Távora-Varosa, da Beira Interior e do Dão"
Deixando a Bairrada para outro volume (o que não se entende), o autor debruça-se sobre os vinhos Regional Beiras e Beira Interior, destacando a Adega Cooperativa de Cantanhede, mas também o Luis Pato, Filipa Pato, Campolargo e Qtª Cozinheiros.
Quanto aos vinhos do Dão, destaque para Qtª Carvalhais, Passarella, Casa da Ínsua, Casa de Santar, Qtª Roques/Maias, QtªLemos, Qtª Fonte do Ouro e Álvaro de Castro.
Finalmente, destaque aos espumantes das Caves da Murganheira e da Raposeira, quando refere os vinhos de Távora- Varosa.

.4º volume (263 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos da Bairrada, da Estremadura e do Ribatejo"
Nos vinhos da Bairrada (que deveriam estar no 3º volume), destaque para os espumantes das principais Caves (Aliança, Primavera e Messias), como também para os vinhos do Buçaco.
Quanto aos vinhos da Estremadura, agora Lisboa, referência às marcas Loridos, Monte d' Oiro, Pancas e Santos Lima. Também dentro deste capítulo, o autor refere os vinhos de Carcavelos, Colares e Bucelas.
Nos vinhos do Ribatejo, agora Tejo, referência à Qtª Lagoalva, Casa Cadaval, Conde Vimioso, Marquesa de Alorna, Companhia das Lezírias e Rui Reguinga.

.5º volume (256 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos de Palmela, do Moscatel de Setúbal e do Alentejo"
Quanto aos vinhos de Palmela e Moscatel de Setúbal, destaque para a José Maria da Fonseca e Domingos Soares Franco e, ainda, Quinta da Bacalhôa e Filipa Tomaz da Costa. Seguem-se a Casa Ermelinda Freitas e o Jaime Quendera.
Nos vinhos do Alentejo, referências à Tapada de Chaves, Mouchão, Lima Mayer, João Portugal Ramos, Qtª do Mouro, Margarida Cabaço, Herdade das Servas, Qtª Carmo, Fundação Eugénio Almeida, Tapada de Coelheiros, Herdade do Esporão, Herdade do Peso, Luis Duarte e Malhadinha, entre outros.

.6º volume (224 páginas), com o subtítulo "As rotas dos vinhos do Algarve, da Madeira e dos Açores"
Nos vinhos do Algarve, referência ao Barranco Longo e poucos mais produtores.
Quanto aos vinhos da Madeira, destaque para alguns dos vinhos mais emblemáticos, referência aos produtores (Artur Barros e Sousa, D' Oliveiras, H. M. Borges, Barbeito, Justino Henriques, Henriques & Henriques e Madeira Wine) e às principais figuras (Francisco Albuquerque e Ricardo Diogo).
Sobre os vinhos dos Açores, de realçar o destaque dado à Casa Agrícola Brum.
A fechar, o autor apresenta uma aliciante sugestão para uma garrafeira de Vinhos da Madeira, nada menos que 49 destes fortificados:
.Artur Barros e Sousa - 10
.D' Oliveiras - 6
.Borges - 5
.Barbeito - 9
.Justino's - 3
.Henriques & Henriques - 7
.Blandy's - 4
.Cossart Gordon - 5

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