terça-feira, 29 de novembro de 2022

Novo Formato+ (42ª sessão) : uma prova histórica

 Esta última sessão deste grupo de enófilos privilegiados (casais Juca/Mena, J. Rosa/Marieta, Adelino/Carlota, Francisco/Bety, João, Paula e Frederico) decorreu na Taberna Albricoque com vinhos da minha garrafeira (1 vinho de aperitivo, 3 brancos, 3 tintos e 1 Madeira). Nos tachos, o chefe Bertílio Gomes estava inspiradíssimo e serviu-nos um banquete altamente criativo e, na sala, o Nelson Guerreiro voltou a vestir a "farda" de escanção e praticou um serviço de vinhos de grande qualidade, fazendo-nos lembrar os saudosos tempos da Enoteca de Belém. O repasto decorreu na sala nobre do restaurante que ficou reservada para nós. Bingo!

Desfilaram (notas de prova telegráficas):


.Alboroque 2001 - um "Xerez" ribatejano (Terra Larga) com mais de 20 anos, refrescado com colheitas mais recentes; com base nas castas Arinto e Fernão Pires estagiou 2 anos em barrica (13 % vol.). Nota 17,5.

Este branco de aperitivo acompanhou amêndoas com flor de sal, torresmos do mar (moreia frita) e rissóis de berbigão.


.Regueiro Jurássico Alvarinho II (garrafa nº 1881/1920) - prémio TOP 30 Excelência atribuído pela Revista de Vinhos e nota 19 pela Grandes Escolhas; um lote das colheitas 2009,2010 e 2011 (13 % vol.). Fresco e sofisticado é um grande Alvarinho e um grande branco em qualquer parte do mundo. Nota 18,5.


.Pedra Cancela Intemporal 2014 (garrafa nº310/1900) - com base na casta Encruzado, estagiou 6 anos em cave (13,5 %). É um dos brancos mais interessantes que conheço, só saindo para o mercado 6 ou 7 anos depois da colheita. Original e complexo. Nota 18,5.


.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (engarrafamento de 2021) - com base nas castas Encruzado, Gouveio e Sémillon, um lote de várias colheitas estagiadas em madeira 7 a 10 anos em média (14 % vol.). Volume de respeito e muito gastronómico. Nota 18.

Estes 3 brancos harmonizaram com 

.couvert (pão bio, morcela vegetal e azeite de trás-os-montes)

.tártaro de carapau

.canja de lingueirão

.salada de coelho


.Qtª Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2015 - com base na casta Baga, estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês; uma grande estrutura e final de boca (14 % vol.). Uma grande surpresa este tinto que se bateu bem com vinhos muito mais caros. Nota 18,5+.


.Mouchão Tonel 3-4 2013 - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 3 anos em madeira e mais 2 em garrafa; algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Elegante, esteve muito bem, mas no final mostrou algum cansaço. Nota 18,5. 


.Barca Velha 2011 (garrafa nº 2294/30936) - com base nas castas tradicionais do Douro, estagiou 18 meses e barricas de carvalho francês; volume acentuado e final de boca muitíssimo longo (14,5 % vol.). Perfil aristocrático e ainda com muitos anos pela frente, descolou no final dos outros tintos. Nota 19.

Estes 3 tintos maridaram com 

.cabeça de porco com camarão e batata doce

.perdiz estufada com cogumelos (uma iniciativa do chefe que não estava prevista)

.jantarinho de grão com rabo de boi


.Blandy Bual 1920 - uma grande complexidade com um volume notável e um final interminável, ficando o seu aroma a pairar na sala. Um dos grandes fortificados do mundo! Nota 19,5.

Este fortificado acompanhou uma trilogia algarvia e citrinos.


Resumindo e concluindo, foi uma grande jornada de convívio de comeres e beberes. Obrigado Bertílio! Obrigado Nelson!

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