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Depois de inventariada a presença de vinhos tranquilos nos menus de antigamente, hoje é a vez dos vinhos com borbulhas e dos fortificados.
Em 78 dos menus constantes no livro referido na crónica anterior, 68 são champanhes e apenas 10 espumantes, uma diferença abismal. Creio, no entanto, que os diversos responsáveis pela elaboração dos menus chamassem champanhe a todos os vinhos com borbulhas. Sempre era mais fino.
Quanto aos vinhos fortificados, o Vinho do Porto era o que estava mais presente nos menus (inventariei 68), mas sem identificar o tipo, se Vintage ou Colheita, com excepção de 2 (Vintage 1917 e Old Tawny).
Destes 68, 49 são indicados apenas como Porto. Dos restantes, 6 aparecem com os nomes das casas produtoras (Porto Roncão, Porto Pessanha, Porto Junqueiro, "Maison" Graham's (2) e Ramos Pinto) e 11 com os anos de colheita (1815, 1820, 1830, 1834, 1836, 1840, 1847, 1850, 1851, 1883 e 1897).
Segue-se o Vinho da Madeira com 47 presenças, 29 das quais apenas como Madeira. Os restantes 18 aparecem com alguma identificação, seja o tipo, marca ou ano: Sercial (2), Seco (7), Lomelino Seco, Boal (1), Malvasia, 1825, 1880, 1885, 1895, Monica 1901 e 1909.
O Moscatel tem uma presença mínima nos menus, apenas 7: Moscatel (5), Moscatel de Setúbal e Moscatel Henrique de Mendia.
Há ainda referências ao Carcavelos (3), Xerez (5) e Marsala (1).
Finalmente, a presença de outras bebidas alcoólicas: Licores (63) e Conhaques (9).
Como conclusão, o que se bebia em almoços ou jantares de casamentos, homenagens ou meras confraternizações (apenas os vinhos que de algum modo estão identificados) :
.Champanhe (embora a maior parte possa ser espumante nacional)
.Colares tinto e Bucelas branco
.Vinho do Porto e Vinho da Madeira
.Licores
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