terça-feira, 13 de novembro de 2018

Revisitar o Prado - 4,5*

A 1ª vez que fui ao Prado fiquei deslumbrado e, em sequência, publiquei em 19/4/2018 a crónica "Um trio maravilha (2ª parte) : Prado e Enoteca de Belém". O António Galapito, responsável pelos tachos no Prado e ex-braço direito do Nuno Mendes em Londres deve ser, neste momento, o chefe mais criativo e talentoso a trabalhar em Portugal, nada ficando a dever aos estrelados.
Não resisto a transcrever o que disse o Miguel Pires sobre o António Galapito e o seu Prado, ainda em 23/9/2017, premonitoriamente,  no blogue Mesa Marcada: "(...)O tempo o dirá, mas não estarei sozinho ao dizer que é sempre bom sentir mais uma brisa de ar fresco a passar por Lisboa. Uma cidade com o seu estatuto tem de conseguir acolher restaurantes com características diferentes. Pelo menos assim o espero". E o tempo deu-lhe razão.
Nesta revisita repeti alguns pratos e provei outros que não conhecia, tudo em doses para partilhar, bem apresentados e deliciosos, acompanhados da cerveja artesanal Avenida Blond Ale (Dois Corvos):
.couvert (pão de trigo barbela, etc)
.berbigão, acelgas, coentros e pão frito
.tártaro de minhota e couve grelhada
.pleurotos, massa de pimentão e trigo sarraceno
.cavala, vinagrete de alface do mar e salsa
.figo pingo de mel e gelado de leite fumado
Quanto à componente vínica, a lista, original e nada óbvia, aumentou, tendo inventariado 9 espumantes (2 a copo), 24 brancos (4), 4 rosés (1), 23 tintos (5), 4 fortificados e 7 vinhos laranja (uma moda que veio de Itália, perfeitamente escusada tal como a dos vinhos azuis).
Mais, o Prado tem uma jovem escanção, todos os vinhos têm a informação sobre as castas que os compõem e, ainda, os respectivos anos de colheita. Só que os copos se limitam a 12,5 cl, em vez dos normais 15 cl, a única menos valia detectada.
Resumindo e concluindo, recomendo e tenciono voltar na primeira oportunidade.

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