Esta última sessão decorreu na Casa da Dízima e contou com o Pedro Batista no serviço de vinhos (temperaturas correctas, copos Schott e decantadores Riedel, um luxo!). A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos, mas uma das harmonizações nem por isso. O anfitrião foi o Frederico Oom que partilhou connosco 2 brancos, 4 tintos e 2 fortificados, da sua garrafeira.
Antes de irmos para a mesa, foi servido no imperdível terraço o vinho de boas vindas:
.Somnium 2011 branco em magnum - enologia e produção de Joana Pinhão e Rui Freire; com base nas castas Rabigato e Códega do Larinho, evoluiu muito bem; fresco e mineral, frutado, bela acidez, algum volume e final de boca (13 % vol.). Uma boa surpresa. Melhor que a versão 2014 e muito acima da 2012. Nota 17,5+.
Acompanhou uma série de pequenas entradas (gambas, cavala, queijo e presunto).
Já na mesa, desfilaram:
.Villa Oliveira Encruzado 2014 em magnum - muito fresco e mineral, fruta cítrica, notas florais, alguma tosta, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13 % vol.). Grande branco. Nota 18.
Acompanhou pão (3 variedades) e azeite Qtª Lagoalva (magnífico) e, ainda, uma simpática sopa de santola.
.Qtª Crasto Tinta Roriz 2009 - estagiou 18 meses em pipas de carvalho francês; ainda com alguma fruta e acidez, notas vegetais, taninos dóceis, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). No ponto óptimo de consumo. Nota 17.
.Qtª Crasto Tinta Roriz 2011 - estagiou 18 meses em meias pipas de cravalho francês; ainda com alguma fruta, boa acidez, especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos não ligaram bem com as bochechas de bacalhau. Perfeita foi a harmonização com o Villa Oliveira.
.Vinha da Ponte 1998 - aromas e sabores terciários, alguma acidez, magro na boca e final curto (14,5 % vol.). Está na curva descendente e desiludiu. Nota 16,5.
.Maria Teresa 2011 - estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês e americano; nariz positivo, ainda com fruta, bela acidez, notas minerais, taninos presentes mas civilizados, volume considerável e final de boca longo (15 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos maridaram com um belíssimo tornedó de cabrito e arroz de castanhas.
.Artur Barros e Sousa Terrantez 1979 (engarrafado em 2007) - nariz contido, frutos secos, iodo e vinagrinho, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente. Harmonioso e elegante. Nota 17,5+.
.Blandy Malvasia 1977 (nº 156/645 engarrafada em 2018) - nariz exuberante, frutos secos, algum iodo e brandy, vinagrinho, taninos domesticados, volume assinalável e final de boca longo. Uma raridade. Nota 18,5.
Estes 2 Vinhos Madeira casaram bem com um belíssimo brownie de alfarroba, batata doce e gelado de amêndoa.
Foi mais uma bela sessão de convívio, comeres e beberes de qualidade alta. Obrigado, Frederico!
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