Este grupo de enófilos, desfalcado do nosso amigo Adelino, regressou às lides enogastronómicas 7 meses depois. O repasto decorreu, mais uma vez, no Magano. Comida e serviço à altura dos acontecimentos. Copos Riedel e Schott na mesa. Tudo de acordo com as directivas da DGS, apesar da sala cheia (isto é um fenómeno, pois a maioria dos restaurantes está a meio gás).
Desfilaram:
.Ilha Blanc des Noirs 2017 (garrafa nº 496/3626, levada pelo João?) - com base na casta Tinta Negra; cítrico, fresco e mineral, belíssima acidez, volume e final de boca médios (12 % vol.). Elegante, mas demasiado "light". Nota 16,5.
.Poças Branco da Ribeira 2018 (levado pelo João?) - com base nas castas Códega e Arinto em vinhas velhas, estagiou 24 meses em barrica; muito fresco, algum citrino e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de respeito (13 % vol.). Complexo e muito gastronómico. Nota 18.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas (queijo fresco, empadinhas, peixinhos da horta, cogumelos recheados e favinhas com chouriço) e o prato de peixe (pregado à Bolhão Pato).
.Procura 2011 (levado por mim) - enologia e produção da Susana Esteban; com base na casta Alicante Bouschet (40 %) e vinhas velhas (60 %), estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês (30% novas e 70% usadas); nariz exuberante, presença de fruta vermelha, predominando as ameixas, alguma acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). No ponto óptimo de consumo, não vale a pena guardá-lo mais tempo. Nota 18,5.
.Olho no Pé Reserva 2011 (levado pelo Juca) - com base em vinhas velhas, estagiou 40 meses em barrica; nariz discreto, fresco, alguma fruta, acidez no ponto, taninos civilizados, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos maridaram com arroz de pato.
.Blandy Verdelho 1977 (garrafa nº 485/694, levada pelo Frederico e engarrafada em 2009) presença de frutos secos e vinagrinho, notas de iodo e brandy, taninos firmes e civilizados, boa estrutura e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Este fortificado casou bem com pastéis e tarte de amêndoa.
Mais uma belíssima sessão de convívio, comeres e beberes, só lamentando a ausência do nosso amigo madeirense.