Esta última sessão decorreu na Taberna Albricoque, já aqui referida mais de uma vez, com vinhos da minha garrafeira. E eles foram, provados às cegas:
.Villa Oliveira Encruzado 2015 (garrafa nº 469/2417) - estagiou 9 meses em barricas de carvalho (1/3 novas); nariz discreto, presença de citrinos e notas florais, algum vegetal, belíssima acidez, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Austero e gastronómico, aguentando bem o vinagre de algumas das entradas. Nota 18.
Harmonizou com o couvert (pão da Gleba, salada de pau roxo e tiborna de citrinos) e, ainda, moreia frita, tártaro de carapau e rissol de berbigão.
.Villa Oliveira Touriga Nacional 2011 (garrafa nº 384/2511) - 93 pontos no Parker; com base na Touriga Nacional em vinhas velhas, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, fresco e floral, acidez equilibrada, especiado, grande volume e final de boca persistente (13,5 % vol.). Complexo e elegante, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Não ligou bem com a feijoada de litão, mas maridou muito bem com o pernil com nabos e tupinambor.
.Moscatel Alambre 20 Anos José Maria da Fonseca (engarrafamento de 2019) - 94 pontos na Wine Enthusiast e 19 na Grandes Escolhas; presença de citrinos e frutos secos , acidez e gordura, complexidade, notável volume e final de boca extenso. Um grande Moscatel, com uma relação preço/qualidade imbatível. Nota 18,5.
Este fortificado casou bem com trilogia algarvia, citrinos e folar de Olhão.
Na componente gastronómica, com a excepção do litão, tudo o que veio para a mesa tinha muita qualidade e originalidade. Na componente vínica, é de salientar os bons copos, temperaturas adequadas e o serviço muito profissional a cargo do Clovis Silva.
Como mais valia, os chefes Bertílio Gomes e Bruno Salvado vieram à nossa mesa.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário