terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Grupo dos 6 (21ª sessão) : mais um Madeira do século XIX estratosférico

Estre grupo de enófilos voltou a reunir-se no Magano para mais uma sessão. A gastronomia e o serviço de vinhos estiveram ao nível que já nos habituaram, isto é, bem.
Desfilaram:
.5ª de Mahler 2000 (garrafa levada pelo João) - este branco de Fernão Pires não para de me surpreender, tal a juventude que aparenta apesar dos seus quase 20 anos; acidez e gordura bem balanceadas, complexo e gastronómico (12,5 % vol.). Ainda longe da reforma. Nota 18+ (noutras situações 18/17,5+/17,5+/18/18).
Acompanhou as entradas habituais.
.Casa da Passarella Fugitivo 2018 (garrafa nº 91/580 levada pelo Frederico) - com base na casta Uva Cão (100 %); alguma fruta cítrica, acidez muito evidente, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Precisa de tempo para crescer (3 a 4 anos). Nota 17,5.
Harmonizou com uma massada de garoupa com gambas.
.Poeira 2009 (levada pelo Juca) - Prémio Excelência 2011 da RV (a antiga) e 94 pontos no Parker; ainda com alguma fruta vermelha e notas vegetais, acidez equilibrada, aromas/sabores terciários, taninos ligeiramente adstringentes, volume e final de boca de assinalar (14 % vol.). No ponto óptimo de consumo. Nota 18 (noutras 17,5/18,5/18,5/17,5).
.Gloria Reynolds 2009 (garrafa nº 3983/5000 levada por mim) - 18,5 no Painel de Tintos do alentejo da Grandes Escolhas e 95 pontos no Parker; com base nas castas Alicante Bouschet (50%) e Trincadeira (50 %) só foi posto à venda 10 anos depois!; mais fresco e elegante que o vinho anterior, alguma fruta e notas florais, bela acidez, taninos firmes e civilizados, encorpado e final de boca longo (14 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos maridaram muito bem com um cabrito no forno e grelos.
.Graham's Vintage 1960 (este Porto e o Madeira foram levados pelo Adelino) - notas de frutos secos e tangerina, acidez evidente, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito persistente. Se provado às cegas passaria por um tawny velho. Nota 18,5.
.A. Favila Verdelho 1867 - nariz a impor-se, presença de frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, vinagrinho, taninos no sítio, volume notável e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor e mais uma raridade do século XIX para um grupo de privilegiados. Nota 19.
Estes 2 fortificados acompanharam pastéis de amêndoa e doçaria conventual.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.

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