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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Carvoaria - Vitor Sobral e outros espaços de restauração

 1.Carvoaria - 5 *

Um espaço amplo, mesas despojadas, mas guardanapos de pano.

No menu principal constam:

.13 entradas

.6 peixes e carnes

.7 acompanhamentos

.8 carnes na grelha

.selecção de peixes do dia

.2 vegetarianos

.4 queijos

.7 enchidos

Das 2 primeiras vezes que lá fui, partilhei cogumelos grelhados, camarão salteado, asinhas de frango, peixinhos da horta e entrecosto de borrego. Com excepção das asinhas estava tudo saborosíssimo.

Há também o menu do dia a 21 € (couvert, entrada, prato e bebida) e, no dia em que optei por ele, era "espetada de carnes bovinas, legumes grelhados e batata chip" escrito numa ardósia e não constando no menu do restaurante. Um ponto a rever. De qualquer modo, uma boa relação preço/qualidade.

Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes, 2 champanhes, 36 brancos (2 a copo), 4 rosés (2), 32 tintos (2), 3 Porto, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Carcavelos.

Lista bem organizada e nada óbvia, mas com uma oferta a copo reduzida. Vinhos tintos em armários térmicos a 14º, uma mais valia. Pena que não tenham cervejas artesanais.

Na minha última visita optei por um copo de Senhora Comadre Reserva 2020 (Douro) - muita fruta, pouca acidez e algo chato na boca, mas com algum volume e final de boca. Muito gastronómico. Nota 16,5.

Serviço despachado e profissional. Segundo me disseram trabalham no restaurante 16 imigrantes (sala, cozinha, limpezas, etc). Se a vontade dos "chegas" deste país em correr com os imigrantes fosse àvante, este restaurante e tantos outros teria de fechar portas! Voto para que isso não aconteça!

A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo adequado e à temperatura correcta.


A terminar, recomento o Carvoaria e tenciono voltar.


2.Outros espaços de restauração, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Prova - Enoteca Restelo

.Sabores de Itália (Caldas da Rainha)

.Sal na Adega (Adega Mãe)

.Salsa & Coentros

.Sauvage CCB

.Zambeze

Com 4,5

.Chico Elias (Algarvias, Tomar)

.É Um Restaurante

.Intenso

.MAAT Café & Kitchen

.Maria d'Adega (Algés)

.Marisqueira de Algés

.O Frade (a)

.Sant'Avó

Com 4

.Café do Chiado

.Casa da Amendoeira

.Jamie's Italian Lisboa

.Museu do Oriente

.Nortenha

(a) - chumbado por ter aderido à malfadada e ofensiva gratificação

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Vinhos em família e não só (CLVIII)

 1.Provados em casa

Mais 4 vinhos provados/bebidos em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Fundação Oriente Malvasia de Colares 2017 (uma das 2000 garrafas produzidas) - com base na  casta Malvasia (100 %), estagiou no mínimo 6 meses em madeira e mais 3 em garrafa; citrico e salino, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Original e gastronómico. Nota 17,5.


.Adega Mãe 221 2020 (garrafa nº 1001/2467) - descodificando o 221: 2 Regiões (Vinhos Verdes e Lisboa), 2 enólogos (Anselmo Mendes e Diogo Lopes) e 1 casta (Alvarinho); estagiou 9 meses em barricas usadas; cítrico e vegetal, boa acidez, notas amanteigadas e algum tropical, volume e final de boca de referência (12 % vol.). Fresco e elegante, evoluiu muito bem depois de o ter provado quando saíu para o mercado. Nota 18.


.Casa Albuquerque Edição Especial 2021 (garrafa nº 189/666) - com base nas castas Encruzado, Bical e Malvasia, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; notas cítricas e de fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, bem estruturado e final de boca extenso (13,5 % vol.). Uma raridade complexa e gastronómica. Nota 18,5.


.Taboadella Grande Villae 2021 - 93 pontos no Guia Peñin e na Fugas e 92 pontos na Wine Enthusiast; com base na casta Encruzado (100 %), estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês (80 %) e em cimento (20 %); cítrico e mineral, acidez vibrante, notas amanteigadas, muito bom volume e final de boca persistente (13,5 % vol.). Complexo, elegante e gastronómico, casa muito bem com um prato de bacalhau. Nota 18,5+.


2.Bebidos em espaço de restauração (todos brancos)

Com 18,5

.Quinta do Sobral de Santar Vinha da Neta 2022

Com 18

.Adega Mãe Chardonnay 2023

.Quinta do Cidrô Arinto 2023

Com 17,5

.Beyra 2024

.Regueiro reserva 2024

.Vinha no Vale Encruzado 2023

Com 17

.Beyra 2023

.Castelo d' Alba 2023

.CA & RA Clássico 2023

.Planalto Reserva 2024

.Quinta Monte d' Oiro Inspirazione 

.Pergal 2024

Com 16,5

.Lagoalva 2023

.Saturno Reserva 2021

.Senhora Malandra 2023

.Stanley 2023

Com 16

.Vinhas do Côa 2023 

Com 15,5

.Castelo d' Alba 2024

.Tiago Cabaço .Com

terça-feira, 4 de junho de 2024

Tabuaria do Paço e outros espaços de restauração

 1.Tabuaria do Paço - 4,5 *

Sala aconchegada e bem decorada, mesas aparelhadas, guardanapos de papel resistente, bons copos na mesa e cozinha aberta. Tem, ainda, uma outra sala bem maior que me pareceu reservada para jantares.


Na ementa constam:

.3 sopas ( de 4,50 a 10,50 €)

.7 entradas (de 5,50 a 18,90 €)

.7 pratos de peixe (20,50 a 24,50 €)

.4 pratos de carne (20,90 a 24,90 €)

.3 massas (16,50 a 22,90 €)

.3 saladas (8,50 a 14,50 €)

.3 vegan (12,50 a 16,50 €)

.6 sobremesas (3,50 a 8,50 €)

Comi um belíssimo Robalo à Tabuaria.


Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe (garrafa ou copo), 3 espumantes (2 a copo), 20 brancos (7), 19 tintos (9), 6 rosés (3), 8 Vinhos do Porto, 1 Madeira e 1 Moscatel.

A lista, embora sem anos de colheita, é original e inclui as castas de cada vinho. Lamentavelmente, os tintos estão à temperatura ambiente, embora me tivessem informado que iriam resolver esse problema no próximo verão. Esperemos... 

Têm ainda cervejas artesanais. São 4 referências da 8ª Colina, tendo eu optado pela Urraca IPA (nota 4,5 em 5).


.Serviço prestável e profissional. De referir que todos os empregados são imigrantes (1 brasileiro na sala, 1 africana e 1 asiático na cozinha). Sem imigrantes este restaurante estaria fechado. À reflexão dos nossos políticos...


O restaurante não é barato, mas reservando através da plataforma The Fork fazem um desconto de 30 % na comida, o que é uma boa ajuda.

Recomendo e tenciono voltar.


2.Outros espaços classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Jardim/Sr. Lisboa

.Lugar Marcado

Com 4,5

.Impacto (Museu do Oriente)

.O Colunas (Amadora)

Com 4

.Bastardo

.Curropio

.Elevador (Hotel Santa Justa)

.Gurkha (indiano)

.O Frade Time Out

.O Mirrita (Cacilhas)

.O Rio

.Rui dos Pregos

.Solar de Telheiras

.Tasca da Esquina

.Tacho do Pescador (Parque das Nações)

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Grupo dos 3 (87ª sessão) : o BOCA em grande forma

 Esta última sessão foi da responsabilidade do Juca que escolheu o restaurante Via 14 - Comeres & Vinhos (Via do Oriente, 14).

Boa comida de tacho, mas demasiado barulhento e com a TV ligada embora sem som, a dificultar a necessária concentração na prova dos vinhos. Bons copos.

Desfilaram às cegas:


.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 - 92 pontos na Wine Enthusiast e no Parker, 90 pontos na Wine Spectator; com base na casta Alvarinho (100 %), estagiou em barricas novas e usadas de carvalho francês; demasiado oxidado, o que o salvou foi a acidez ainda presente (13 % vol.). Das "n" garrafas deste Reserva já provadas (todas classificadas com 18 ou 18,5), esta destoa e está em queda livre. Não pontuado.

Acompanhou as entradas (queijo fresco e empadas) e um prato de massinha com garoupa e camarão.


.CARM BOCA 2004 * - com base nas castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca seco e longo (14,5 % vol.). Muito equilibrado, elegante e gastronómico. Nota 18,5 (dada antes de saber que vinho era).

Harmonizou com arroz de pato.


* - a história deste vinho pode ser vista na parte final da crónica escrita em Dezembro de 2019:

"Grupo dos 6 (20ª sessão) : a 1500ª crónica"



.Niepoort Colheita 1996 (engarrafado em 2006, especialmente para as comemorações do 10º aniversário da loja Coisas do Arco do Vinho) - presença de frutos secos, citrinos, acidez equilibrada, notas especiadas, estrutura e final de boca de respeito. Nota 18.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca!

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Vinhos em família (CXLVI) e não só

 Mais 3 vinhos provados em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E mais uns tantos bebidos em espaços de restauração e sem notas de prova.

E eles foram:


1.Provados em casa

.Fundação Oriente Malvasia 2015 Colares - com base na casta Malvasia de Colares; ligeiramente cítrico, fruta de caroço, alguma acidez, notas amanteigadas, bem estruturado e final de boca médio (12 % vol.). Muito gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 17,5+.


.Rubigo 2019 Bucelas (garrafa nº 2569) - com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês e foi considerado o melhor Arinto no concurso "Os Melhores Vinhos de Lisboa" em 2023, organizado pela CVR Lisboa e a Confraria dos Enófilos de Lisboa; presença de citrinos e algum tropical, acidez prolongada, notas meladas, algum volume e final de boca extenso (13 % vol.). Apesar do prémio, esperava mais deste vinho. Nota 17.


.Quinta da Lagoalva Grande Reserva Fernão Pires 2021 Tejo - com base na casta Fernão Pires (100 %) em vinhas velhas, estagiou 10 meses em barrica; nariz exuberante, presença de citrinos e fruta de caroço, algum floral, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca acentuados (12,5 % vol.). Complexo e gastronómico, vai crescer nos próximos anos. Grande surpresa vinda do Tejo! Nota 18,5.


2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)

Com 17

.Beyra 2022

.Castelo Rodrigo 2022

.Quinta dos Termos 2021

Com 16,5

.Prova Régia 2022

.Sensato 2022

.Socalcos da Penajoia 

.Vila Real Reserva 2022

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Curropio e outros espaços de restauração

 1. Curropio - 4,5 *

Este imperdível restaurante fica na Rua da Moeda, 1 (ao Cais do Sodré) e tem apenas 4 pequenas mesas. Mas o mais importante é o balcão,embora algo desconfortável. Tem lugar para 18 manducantes, com a vantagem de verem os originais azulejos e o final do empratamento, um pouco à imagem e semelhança do Frade.   

Música alta (baixam a pedido), guardanapos de pano personalizados e copos Riedel (um luxo!).


A ementa apresenta 1 sopa, 9 petiscos, 9 pratos e 5 sobremesas.

Numa 1ª visita fiquei-me pelos petiscos:

.pastel de massa tenra com recheio de bacalhau, natas, bacon e puré de cebola caramelizada 

.salada de orelha de porco com maionese de coentros e pickles de cebola roxa

.entremeada de laranja (barriga de porco marinada com gomos de laranja e pickles de chalota)

Numa 2ª visita escolhi um prato (corvina com arroz fresco de limão e coentros)

A cozinha do Corrupio, a cargo do Daniel Ferreira (chefe) e do Rafael Pratas (sub), é muito criativa e de sabores intensos. Uma delícia! Tem, ainda, a vantagem de os pratos serem acabados à vista do cliente.


Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe, 1 espumante (também a copo), 20 brancos (7 a copo), 21 tintos (8), 3 rosés (3), 2 Porto, 1 Madeira e 1 Moscatel. Tem, ainda, a cerveja artesanal Musa, uma mais valia.

Na 1ª visita optei por um copo do Lagoalva Chardonnay e Arinto 2022 - Presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Muito gastronómico, é uma boa surpresa vinda do Tejo. Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa, dada a provar e servida uma quantidade generosa.

Numa 2ª visita bebi a artesanal Musa Born in the IPA (nota 4,5 em 5).


Serviço despachado, simpático e profissional, com destaque para a Cláudia.


2. Outros espaços de restauração, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.O Frade (*)

.Sabores d' Itália (Caldas da Rainha)

.Sauvage

Com 4,5

.Belém 2 a 8

.Brasserie de l' Entrecôte (C. C. Amoreiras)

.Catch Me

.Le Petit (Algés)

.Lugar Marcado

.Mãe d' Agua (Carvalhal)

.Muralhas (Leiria)

.Pap' Açorda

.Santa Clara dos Cogumelos

.Sem Dúvida

.Zambeze

Com 4

.Bastardo

.Favas (C. C. Fonte Nova)

.Marisco na Praça (Cascais)

.Marisqueira de Algés (Algés)

.Museu do Oriente

.Pratu' s (Alcobaça)

.Taberna do Corte Inglês

Com 3,5

.Junqueira by Beher


(*) - O Frade, apesar da classificação obtida, com muita pena minha vai ser retirado dos meus TOPs por ter aderido, em má hora, à "Gratificação" importada dos EUA que considero uma pressão ofensiva ao cliente.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Provincia e outros espaços de restauração

 1.Provincia - 4 *

Este restaurante italiano dá para a Avenida da República, mas a entrada faz-se pela Avenida Elias Garcia. Tem como lema Cucina. Rurale. Urbana. , pertence ao grupo Non Basta e tem sido muito divulgada na imprensa generalista e, também, na especializada. Daí a minha curiosidade em visitar este espaço.

Sala ampla e luninosa, mesas despojadas, guardanapos de pano, música de fundo foleira e uma relações públicas, aliás bem simpática, a levar a clientela à mesa.


No menu constam 7 entradas, 9 pratos principais, 5 pizas e 4 sobremesas, tendo eu iniciado o repasto com uma focaccia, seguida de um arroz de lingueirão e berbigão. O arroz estava muito saboroso, só que o berbigão tinha metido dispensa e estava algures em parte incerta e a desculpa que me deram foi algo atabalhoada.


Quanto à componente vínica, inventariei 4 espumantes (1 à prova), 15 brancos (3), 3 rosés (1) e 17 tintos (3). 

Pedi, em má hora, um copo do Monte Branco Arrisca branco (sem ano de colheita visivel) - com base nas castas Arintio e Antão Vaz; alguma fruta de caroço, acidez nos mínimos e um final de boca que desaparece rápido do palato. Nota 14.

A garrafa veio à mesa, dada a provar e servida uma boa quantidade num copo adequado.


A conta não vinha correcta e teve que ser actualizada por 2 vezes. Com tantos percalços, foi-me oferecia a focaccia. Vá lá...


A voltar para perceber se foi um dia aziago ou se é sempre assim.


2.Outros espaços de restauração, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Sauvage

.Taberna Albricoque

Com 4,5

.Belém 2 a 8

.Casa do Bacalhau

.Magano

.Planto

.O Colunas

.Prova-Enoteca Restelo

.Relento (Algés)

.Taverna dos Trovadores (São Pedro de Sintra)

Com 4

.Café no Chiado

.Favas (C. C. Fonte Nova)

.Modjo Restelo

.Museu do Oriente

.Primo dos Caracóis (Olhão)

.Vinte & Cinco

.Villa Maçã (Praia das Maçãs)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Cervejaria Trindade e outros espaços de restauração

 1.Cervejaria Trindade - 4,5 *

A Trindade reabriu há pouco tempo, após demoradas obras de requalificação, mantendo-se os seus históricos painéis de azulejos. É possivel comer num dos seus 4 espaços: Refeitório, Sala Maria Keil, Sala dos Arcos e Claustro, tendo eu sido conduzido por uma simpática relações públicas e "abancado" no Refeitório, em mesa despojada, mas com guardanapo de pano.


A ementa foi desenhada em colaboração com o prestigiados chefe Alexandre Silva, embora eu não me tenha apercebido "in loco" de qualquer referência a tal facto. Apenas no respectivo portal.

Nela constam:

.12 entradas (de 2,20 a 19,50 €)

.14 mariscos (3,00 a 163,00)

.8 pratos de carne (15,40 a 59,00)

.5 de peixe (17,90 a 64,00)

.1 vegan (17,90)

.6 sobremesas (3,50 a 6,80)

.5 guarnições (1,30 a 4,10)

Desta larga oferta, decidi-me por croquete da casa, pastel de bacalhau, bacalhau lascado com tiborna e pudim de cerveja. Estava tudo delicioso.


.Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes, 8 brancos (2 a copo), 10 tintos (2), 2 rosés, 3 Portos, 1 Madeira e 1 Moscatel. 

Optei por um copo do branco Encantado que, afinal, não tinha stock. Veio o Esporão Reserva 2021 que era mais caro. Mas, muito simpaticamente, cobraram-me o preço do mais barato. Fica registado, com muito agrado da minha parte!

A garrafa veio à mesa, dada a provar num copo adequado e servida uma quantidade generosa. O vinho revelou-se cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Muito harmonioso e gastronómico. Nota 17,5.


Serviço profissioal, muito despachado e simpático.

No final, só uma nota nada simpática, a inclusão na conta de uma gratificação, embora facultativa. Uma irritante moda importada dos EUA que pode afastar potenciais clientes. À atenção da gerência.

Apesar disto, recomendo e tenciono voltar, esperando que deixem de por nas facturas a sugestão da gratificação, que deve ficar ao critério de cada cliente.


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5 *

Com 5 *

.Sauvage

.Taberna Albricoque

Com 4,5

.BYF Steakhouse

.Casa do Bacalhau

.Primo dos Caracóis (Quatrim, Olhão)

.Santa Clara dos Cogumelos

Com 4

.Alvalade (Mimosa)

.Banzé

.O Crôa (Praia Grande, Colares)

.Museu do Oriente

.Story Ouro

.Zito dos Leitões (Recarães, Agueda) (onde comi o melhor leitão, nos últimos anos)

Com 3,5

.Italian Republic (Duque d' Avila)

.Sophia

.Vila Madrid (Ilhavo)

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

2022 : na hora do balanço (II) : TOP Brancos

 A crónica de hoje é dedicada aos vinhos brancos, provados/consumidos no decorrer de 2022, que melhor pontuei. Das largas dezenas de brancos bebidos em espaços de restauração, em casa, em eventos vínicos e no âmbito dos grupos de prova de que faço parte (Grupo dos 3, Grupo dos 6, FJF, Novo Formato e Grupo ad-hoc), seleccionei 36 que classifiquei com 18 ou mais (33 em 2021). 

E eles são (por ordem alfabética dentro de cada classificação):


Com 18,5+ (3)

.Luis Pato Qtª do Ribeirinho Sercialinho 2019 

.Pedra Cancela Intemporal 2015

.Regueiro Alvarinho Jurácico II (lote)


Com 18,5 (12)

.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2017

.Anselmo Mendes Alvarinho Curtimenta 2013

.Buçaco Reservado 2015

.Carvalhas 2018

.Chablis Premier Cru La Forest 2013

.Fundação Oriente Colares Malvasia 2013

.Herdade Aldeia de Cima Garrafeira 2019

.Kelman Encruzado Grande Reserva 2015

.Portal do Fidalgo Alvarinho 2010

.Quinta das Bageiras Garrafeira 2012

.Soalheiro Alvarinho Reserva 2018

.Vale da Capucha - São José Arinto Bio 2017


Com 18 (21)

.Adega Mãe Vinha Experimental 2019

.Adega Mãe 221 2017

.Inspirações Alvarinho 2018

.Monte da Penha Verónica (lote)

.Pedra Cancela Vinha Fidalga Encruzado 2020

.Poeira 2020

.Poejo d' Algures Alvarinho 2018

.Portal do Fidalgo Alvarinho 2015

.Q. Bica 2019

.Quanta Terra Grande Reserva 2019

.Quinta das Bageiras Pai Abel 2014

.Quinta das Bageiras Sercial 2016

.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (lote, engarrafamento de 2021)

.Quinta do Paral Vinhas Velhas 2018

.Quinta Poço do Lobo Arinto Reserva 2018

.Quinta San Michell Arinto 2017

.Rubigo 2018

.Série Impar Sercialinho 2017

.Strato 2019

.Torre de Palma Blend 2020

.Verdelho o Original by António Maçanita 2015


Resumindo e concluindo, é de destacar:

.Quanto a marcas, a Quinta de Bageiras e a Sogrape, com 3 referências cada.

.Quanto à origem, Monção/Melgaço com 8, seguida do Dão com 6 e da Bairrada com 5.

.Quanto a anos de colheita, 3 são de lote, 17 entre 2010 e 2017 e 16 de 2018 a 2020.


Moral da história: os brancos estão cada vez melhores e, quando têm qualidade como estes, evoluem muito bem. Não haja pressa em bebê-los.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Vinhos em família (CXXXIX)

 Mais 3 vinhos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega e, ainda, mais alguns bebidos em espaços de restauração, sem notas de prova.

E eles foram:


1.Provados em casa

.Fundação Oriente Colares Malvasia 2015 - enologia de Jaime Quendera; com base na casta Malvasia de Colares; cítrico e mineral, salinidade e acidez presentes, algum volume e final de boca (12% vol.). Complexidade e originalidade. Nota 17,5.


.Adega Mãe 221 2017 (garrafa nº 2483/2539) - 2 enólogos (Anselmo Mendes e Diogo Lopes), 2 Regiões (Monção/Melgaço e Lisboa) e 1 casta (Alvarinho); "batonnage" durante 9 meses, sob borras finas; cítrico e tropical, alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de respeito (12,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18.


.Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2015 - enologia de Patricia Carvalho; muita fruta vermelha, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca médios (14 % vol.). Redondo e envolvente. Nota 17.


2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)

.OM. O Sedutor 2020 (Bairrada) - 17,5

.Quinta Vale de Fornos Reserva 2019 (Tejo) - 17,5

.Beyra 2021 (Beira Interior) - 17

.Planalto Reserva 2021 (Douro) - 17

.Maçanita Reserva 2020 (Douro) - 16,5

.Monte Branco Rafeiro 2015 (Alentejo) - 16,5

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Sauvage - 4,5 * e outros espaços

 1.Sauvage (Rua António Serpa, 9)

Visitei recentemente e por 2 vezes este espaço que não conhecia. É uma agradável surpresa que passa a constar nos meus eleitos. Gastronomia, a cargo do chefe Rui Abreu, de grande qualidade, com um toque asiático, pratos muito bem apresentados, carta de vinhos fora do comum, serviço profissional e, também, simpático. Um único senão: ao fim de semana famílias com crianças podem causar algum excesso de barulho.

Sala pequena mas confortável, esplanada exterior com demasiado calor no verão, mesas despojadas mas com guardanapos de pano personalisados e música por vezes alta (baixam a pedido).

No menu constam 12 pratos para partilhar, 12 principais e 5 sobremesas. Nas 2 jornadas comi:

.cavala de pele tostada (em partilha)

.bao de leitão (em partilha)

.arroz de lingueirão

.arroz cremoso de camarão e algas

Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe, 1 espumante (a copo), 12 brancos (5 a copo), 2 rosés (1), 8 tintos (3), 2 Porto e 1 Carcavelos, com as temperaturas devidamente controladas. Quanto a cervejas artesanais, ainda não aderiram a este mundo novo.

Optei por um copo de Morgado de Bucelas Puro Calcário 2021 (Sociedade Boas Quintas) - fresco, cítrico e mineral, acidez pronunciada a dar-lhe vida, algum volume e final de boca. Vai melhorar nos próximos 3/4 anos. Nota 17.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo algo pesado.


2.Fundação Oriente - 4 *

Já me tinha referido ao restaurante em "Fundação Oriente e outros espaços", fechado para férias, mas agora é a vez cafetaria que subiu até ao 5º andar e ocupou o lugar daquele espaço.

Tem um menu que inclui o prato principal (à escolha entre peixe, carne e vegetariano), sobremesa e café. Tudo isto por 8,50 €, o que é de aproveitar.

As bebidas são à parte. Bebi o branco Castelo de Alba 2021, servido em quantidade generosa e num belíssimo copo, que me custou 1,50 €, preço que não se encontra em mais sítio nenhum!


3.Outros espaços, todos em Lisboa (classificados de 1 a 5 *)

Com 5 *

.Magano

.Prova-Enoteca Restelo

.Zunzum Gastro Bar

Com 4,5

.Belém 2 a 8

.Elevador

.Sem Dúvida

Com 4

.Bastardo

.Café no Chiado

.Delfina

.Nau do Restelo

Com 3,5

.À Margem

.Café Imperial

.Infame

.Maat Kitchen 

.Senhor Peixe

.Story Ouro

terça-feira, 24 de maio de 2022

Vinhos em família (CXXXIV) : a voz aos brancos

 Mais 4 vinhos brancos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega e, ainda, mais 2 brancos bebidos em espaços de restauração.

E eles foram:


.Fundação Oriente Colares Malvasia 2013 - cítrico e mineral, algum tropical, sem ponta de oxidação, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Muito gastronómico este branco com quase 9 anos de idade, mas com uma incrível juventude. Ainda se pode comprar na loja da Fundação Oriente. Nota 18,5.


.Deu-la-Deu Alvarinho Fernando Moura 30 Anos 2016 (garrafa nº 426/2700) - com base na casta Alvarinho (100 %) foi produzido para comemorar os 30 anos de enologia na Adega Cooperativa Regional de Monção por parte do Fernando Moura; aroma contido, presença de citrinos e algum tropical, acidez no ponto, volume e final de boca médios (13 % vol.). Correcto mas demasiado "light". Nota 17. 


.Soalheiro Alvarinho Reserva 2018 - 92 pontos no Parker e Grande Ouro no Concurso Vinhos de Portugal 2021; com base na casta Alvarino (100 %) estagiou 12 meses em barricas de carvalho; nariz exuberante, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume acentuado e final de boca longo (13 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18,5.


.Torre de Palma Blend 2020 - com base nas castas Antão Vaz, Arinto e Alvarinho, estagiou 6 meses em carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, notas tropicais e untuosas, acidez no ponto, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Um belo branco de inverno a pedir pratos pesados. Nota 18.


Bebidos em restaurantes:

.Q.Bica 2019 - 18

.Conde Vimioso Sommelier Edition 2020 - 17,5

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Fundação Oriente - 4 * e outros espaços

 1.A Fundação Oriente, para lá do museu, das exposições, dos espectáculos e da loja (onde se pode adquirir vinhos Stanley), tem ainda 2 espaços de restauração, a cafetaria e o restaurante. Enquanto que a cafetaria, onde se pode comer uma refeição leve, fica nas catacumbas, o restaurante situado no 5º andar tem uma vista para o rio muito simpática.

É um espaço amplo e luminoso, com as mesas bem aparelhadas e guardanapos de pano. Para além da  lista, desenhada pela chefe Anna Lins, disponibilizam um menu de degustação para 2 pessoas (77 €) e um menu executivo (15 €) com direito ao couvert, entrada, prato principal, sobremesa, bebida e café. 

A carta contém 4 entradas, 4 pratos de peixe, 4 de carne, 2 vegetarianos e 5 sobremesas. Nesta visita comi uma entrada (filete de cavala braseado), prato de peixe (polvo grelhado) e sobremesa (brownie). Estava tudo correcto e saboroso.

Quanto à componente vínica, inventariei 2 espumantes, 9 brancos (1 a copo), 13 tintos (1), 1 rosé, 2 Portos e 2 moscatéis. Lamentavelmente os anos de colheita estão omissos. há erros técnicos e os tintos a copo estão à temperatura ambiente.

Optei por um copo de branco Stanley 2020 (Vinho Regional Lisboa), correcto a cumprir a sua função com dignidade. Nota 16,5.

A garrafa veio à mesa, mas não foi dada a provar. Os copos eram sofríveis.

Vale a pena visitar este espaço, não só pela vista como também pelo ambiente e gastronomia, embora a componente vínica seja uma desgraça.


2.Outros espaços

.Cozinha Velha (Queluz) - 4,5 *

.Delfina - 4 *

.Swagaat - 4 *

.Rodas - 3,5 * 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Vinhos em família (CXXIX) : surpresas e desilusões

 Mais 5 vinhos (2 brancos e 3 tintos) provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:


.Poejo d' Algures 2019 (Vinho Regional Lisboa) - enologia da Sandra Tavares da Silva em colaboração com Pedro Garcia e João Quintela; com base nas castas Viosinho (70 %) e Arinto (30 %), estagiou 4 meses em barricas usadas; notas florais e salinas, algum citrino e fruta de caroço, acidez no ponto, volume médio e final de boca persistente (12 % vol.). Um vinho exclusivo da Garrafeira Néctar das Avenidas deveras gastronómico. Nota 17,5.


.Stanley Alvarinho 2016 (Vinho Regional de Lisboa) - oxidação nobre, presença de citrinos e fruta de caroço, notas tropicais, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13 % vol.). Uma grande surpresa este branco com uma excepcional relação preço/qualidade. Nota 17,5.

No contra-rótulo o produtor escreveu que deve ser bebido até 2021. Discordo totalmente, achando que vai dar muito prazer bebê-lo nos próximos 4/5 anos.


.Stanley Grande Reserva 2015 (Vinho Regional Península de Setúbal) - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Petit Verdot e Syrah; ainda com muita fruta vermelha, acidez nos mínimos, notas especiadas com o chocolate preto a impor-se, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Pesado e cansativo desiludiu. Nota 16,5.

O produtor escreveu no contra-rótulo que este tinto poderia ser bebido até 2030. Mais uma vez discordo, pois falta-lhe acidez para isso. A consumir já!


.Quinta Monte d' Oiro Petit Verdot 2012 - com base na casta Petit Verdot, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda muito frutado, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume considerável e final de boca longo (13 % vol.). Elegante e gastronómico, a beber nos próximos 6/7 anos. Nota 17,5+.


.Mouchão 2013 - 96 pontos na Wine Enthusiast e 95 no Parker; com base nas castas Alicante Bouschet (maioritária), Trincadeira e Aragonês, estagia 3 anos em carvalho português e mais 2 na garrafa; ainda com fruta vermelha, acidez presente, notas de lagar e especiadas, taninos presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14 % vol.). Fresco e gastronómico, a beber nos próximos 5/ 6 anos. Nota 18.


Nota - os vinhos Stanley foram comprados na loja do Museu do Oriente

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Vinhos em família ( CXXIV) : surpresas e desilusões

 Provados mais 6 brancos (4 com notas de prova e 2 apenas com a classificação), com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:


.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 - fresco, embora com uma ligeira oxidação, presença de citrinos e algum tropical, acidez vibrante, algum volume e final de boca longo (12,5 % vol.). Um bom exemplar da casta a provar que a Alvarinho envelhece bem. 


.Fundação do Oriente Colares Malvasia 2014 - notas salinas, frescura e acidez pronunciada, notas glicerinadas, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Ainda longe da reforma. Nota 17,5.


.Alicante Branco Chão dos Eremitas 2018 (garrafa nº 426/1955) - enologia de António Maçanita; com base na casta Alicante Branco (100 %) em vinhas velhas; cítrico e mineral, acidez elevada, delgado de corpo e final de boca assinalável (12,5 % vol.). Muito elogiado pela crítica, mas a casta não me convenceu. É, para mim, uma mera curiosidade. Nota 17.


.Qtª do Paral Vinhas Velhas 2017 - com base nas castas Antão Vaz (70 %) e Perrum (30 %) em vinhas velhas, estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês; fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, volume de respeito e algo musculado, final de boca acima da média (14 % vol.). Complexo e gastronómico, a aguentar pratos de carne, é uma boa surpresa. Nota 18.


.Soalheiro Alvarinho Reserva 2017 - 18,5 (a confirmação)

.Casa das Gaeiras Vinhas Velhas Vital 2017 - 17,5+ (a surpresa)

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Vinhos em família (CXI) : continuando com os brancos

 Mais 4 brancos provados descontraidamente em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega:


.Fundação Oriente Malvasia 2014 - enologia de Jaime Quendera; com base na casta Malvasia de Colares (100 %); fresco e mineral, notas cítricas e salinidade, bom equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Consistente e gastronómico, uma boa surpresa vinda de Colares. Nota 18.


.Qtª do Ameal Escolha 2015 - com base na casta Loureiro (100 %), estagiou 6 meses em barricas usadas de carvalho francês; notas cítricas e florais, acidez fabulosa, algum amanteigado, volume e final de boca assinaláveis (11,5 % vol.). Nota 17,5+.


.Herdade São Miguel Esquecido 2017 (garrafa nº 1980/2500) - com base na casta Arinto estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; notas cítricas e minerais, algum floral, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (13 % vol.). Gastronómico. Nota 17.


.Cozs 2017 (Vinho de Portugal) - Prémio Excelência 2019 da Revista de Vinhos; criado por António Marques da Cruz e Tiago Teles; com base na casta Vital (100 %) na Serra de Montejunto; presença de citrinos e maçã verde, notas minerais e algum verniz, acidez demasiado elevada para o corpo que tem e final de boca longo (12,5 % vol.). É um vinho controverso na onda dos brancos naturais. Ou se ama ou se odeia. Nota 16,5.  

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Grupo dos 3 (73ª sessão) : 1 Douro e 1 Tawny em grande forma

Esta última sessão foi organizada pelo Juca que levou um convidado e 4 vinhos da sua garrafeira. Escolheu o Via 14 - Comeres & Vinhos, restaurante situado no Parque das Nações (Via do Oriente,14), conhecido pela comida de tacho de qualidade. Os copos são aceitáveis e o serviço esforçado. Como mais valia, o patrão e responsável pelos tachos sentou-se na nossa mesa, na parte final do almoço. Mas, apesar de termos ficado numa área mais ou menos reservada, a barulheira vinda da sala implicava connosco, dificultando a prova cega.
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 - com base nas castas Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho e Malvasia Fina, em vinhas velhas, estagiou 6 meses em barrica; presença de citrinos e fruta de caroço, alguma oxidação nobre e notas glicerinadas, equilíbrio acidez/gordura, volume considerável e algum final de boca (14 % vol.). Gastronómico e uma boa surpresa já com alguma idade. Nota 17,5+ (noutras situações 18/17,5+/18/18).
Este branco acompanhou as entradas (queijo fresco, empadas e camarões na frigideira) e aguentou muito bem o prato principal (moamba).
.Duas Quintas Celebração Qtª Erva Moira - sem ano de colheita e com base nas castas Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional; ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos bicudos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Gastronómico, mas pouco harmonioso. Nota 17.
.Três Bagos Grande Escolha 2004 - com base nas castas tradicionais em vinhas velhas; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, notas especiadas, taninos de veludo, volume e final de boca acentuados (14 % vol.). Elegante e harmonioso, um grande Douro. Nota 18,5 (noutras situações 19/17,5/18,5/18,5/18).
Estes 2 tintos maridaram com uma deliciosa moamba e funge.
.Porto Barros Finest Old Tawny - presença de frutos secos e mel, notas de caril, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca consideráveis. Fino e elegante. Nota 18,5.
Fez companhia a um saboroso leite de creme.
Mais uma boa jornada com 1 Douro e 1 Tawny em grande forma. Obrigado Juca!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (II) - TOP Brancos

Depois de pela 1ª vez ter dedicado uma crónica do balanço do ano às Cervejas Artesanais, a de hoje é sobre os Brancos e a 1ª Vínica.
Os vinhos seleccionados foram provados/bebidos no âmbito dos grupos de que faço parte (Grupo dos 3, Grupo dos 6, Novo Formato+, Grupo dos Madeiras e FJF), em jantares vínicos, em família ou em espaços de restauração. Ficam de fora os vinhos provados em painéis formais (escolha da imprensa da Grandes Escolhas), em provas alargadas (Bairradão, Lisboa e Tejo, Vinhos & Sabores, Vinhos do Alentejo) ou em apresentações das empresas distribuidoras.
Entre dezenas de brancos provados em 2019, destaco estes 26 a que atribuí 18 e mais pontos, o que comprovoa que os brancos portugueses estão cada vez melhores.
Com 18,5+
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (V.Verdes)
Com 18,5
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2009 e 2015 (V.Verdes)
.Maria João 2013 (Dão)
.Primus 2015 (Dão)
Com 18+
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2009 (V.Verdes)
Com 18
.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2015 (V.Verdes)
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 e 2015 (V.Verdes)
.Soalheiro Alvarinho Granit 2015 (V.Verdes)
.Gouvyas Reserva 2015 (Douro)
.Luis Pato Vinhas Velhas 2017 (Bairrada)
.M Marquês Marialva Arinto 2013 (Bairrada)
.Messias Clássico 2012 (Bairrada)
.Pai Abel 2012 e 2015 (Bairrada)
.Poço do Lobo 1994 (Bairrada)
.Casas do Côro Reserva 2015 (Beira Interior)
.Série Impar Sercealinho 2017 (Dão)
.Villa Oliveira Encruzado 2015 (Dão)
.Qtª do Rol 2006 (Lisboa)
.Colares Chitas Reserva 2016 (Colares)
.Fundação Oriente Malvasia 2014 (Colares)
.Gerónimo 2017 (Alentejo)
.Herdade S. Miguel Arinto Esquecido 2017 (Alentejo)
.Mouchão Ponte 2018 (Alentejo)
Em conclusão, é de registar:
.a posição das Beiras (Dão, Bairrada e Beira Interior), com 11 brancos eleitos
.a casta Alvarinho no seu berço (Monção-Melgaço), com 8
.a quase ausência do Douro, apenas com 1
.a colheita de 2015, com 8
.a saúde de alguns brancos de colheitas mais antigas
A fechar, a próximo crónica deste balanço será dedicada aos tintos. As crónicas seguintes (fortificados, espaços de restauração, principais eventos e crónicas mais lidas) poderão ser intercaladas com outros assuntos (vinhos em família, restaurantes, comemorar os 50 anos, etc.).

domingo, 22 de setembro de 2019

Vinhos em família (XCVII) : mais 4 brancos

Mais 4 brancos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Fundação Oriente Colares Malvasia 2014 - enologia de Jaime Quendera; nariz contido, fresco e mineral, notas cítricas, salinidade, algum volume e complexidade, final de boca médio (13,5 % vol.). Muito gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 18.
.Quinta da Murta Clássico 2015 (Bucelas) - enologia de Hugo Mendes; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, muito fresco com uma acidez bem pronunciada, notas cítricas e minerais, volume e final de boca médios (13 % vol.). Melhorou no dia seguinte depois de aberto. Nota 17,5. Gostava de o voltar a provar daqui a 3/4 anos.
.Qtª do Rol Colecção Arinto 2015 (regional Lisboa) - estagiou mais de 1 ano em contacto com as borras finas; cheio de frescura e acidez, presença de citrinos, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Ainda em crescimento. Nota 17,5.
.Vale dos Ares Limited Edition Alvarinho 2016 (Monção e Melgaço, garrafa nº 23/600) - estagiou 6 meses em barrica; notas cítricas e tropicais, equilibrio acidez/gordura, alguma complexidade, volume e final de boca médios. (13,5 % vol.). Nota 17.

sábado, 6 de julho de 2019

Rescaldo do Lisboa & Tejo (1ª edição)

Esta 1ª edição do evento "Lisboa & Tejo", organizado pelas garrafeiras Néctar das Avenidas (responsável pelo Bairradão) e Wines 9297, decorreu no Hotel Real Parque e contou, se fiz bem as contas, com 21 produtores dos quais 16 de Lisboa (Lx) e 5 do Tejo (Tj). Fico na dúvida a que se deve tamanho desequilíbrio, se desinteresse dos produtores do Tejo ou por não terem sido sensibilizados para medirem forças com os vinhos de Lisboa.
Quanto aos vinhos provados (20 brancos e 17 tintos), de um modo geral, cativaram-me os brancos de Lisboa, frescos e harmoniosos, e cansaram-me um pouco os tintos, quase todos degustados a temperaturas acima do recomendável.
Começando pelos brancos, dou uma nota muito alta ao Baías e Enseadas Arinto 2017 (Lx), o melhor da prova entre brancos e tintos, seguido de Baías e Enseadas Fernão Pires 2017 (Lx), Colares Fundação Oriente Malvasia 2014 (Lx), Checkmate Arinto 2018 (Lx), CH by Chocapalha Arinto 2017 (Lx), Qtª do Rol Arinto Colecção 2015 (Lx) e Casa Cadaval Reserva 2017 (Tj). Noutro plano, Baías e Enseadas Malvasia 2017 (Lx), Casal Santa Maria Malvasia 2016 (Lx), Qtª Monte d' Oiro Reserva 2017 (Lx), Qtª do Rol Selecção 2015 (Lx), Qtª Boa Esperança Reserva 2016 (Lx) e Falcoaria Vinhas Velhas 2017 (Tj).
Quanto a tintos, coloco em 1º plano o Chocapalha Vinha Mãe 2013 (Lx), Guarita de Chocapalha 2015 (Lx), Vale da Mata Reserva 2014 (Lx), Qtª São Sebastião Grande Escolha 2015 (Lx), Qtª Pancas Grande Reserva 2013 (Lx), Qtª Boa Esperança Syrah 2015 (Lx) e Marquesa de Alorna Grande Reserva 2015 (Tj). No plano seguinte o Qtª Monte d' Oiro Touriga Nacional 2015 (Lx), Qtª Escusa Reserva 2015 (Tj), Serra Oca 2015 (Lx) e Casa Cadaval Reserva 2015 (Tj).
Ficam os organizadores de parabéns por esta 1ª edição do Lisboa & Tejo, com votos que na próxima consigam a paridade entre as 2 Regiões.